No rancho fundo, Bem prá lá do fim do mundo..
Onde a dor e a saudade Contam coisas da cidade...
No rancho fundo, De olhar triste e profundo
Um moreno canta as máguas, Tendo os olhos rasos d'água...
Pobre moreno, Que de noite no sereno
Espera a lua no terreiro Tendo um cigarro Por companheiro...
Sem um aceno Ele pega na viola
E a lua por esmola Vem pro quintal Desse moreno...
No rancho fundo, Bem prá lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria, Nem de noite, nem de dia...
Os arvoredos Já não contam Mais segredos
E a última palmeira Ja morreu na cordilheira...
Os passarinhos Internaram-se nos ninhos
De tão triste esta tristeza Enche de trevas a natureza...
Tudo por que, Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno Pra uma casa de sapê...
Se Deus soubesse Da tristeza lá serra
Mandaria lá prá cima Todo o amor que há na terra...
Porque o moreno Vive louco de saudade
Só por causa do veneno Das mulheres da cidade...
Ele que era O cantor da primavera
E que fez do rancho fundo
O céu melhor Que tem no mundo...
Se uma flor desabrocha E o sol queima
A montanha vai gelando Lembra o cheiro Da morena...
Letra de Ary Barroso e Lamartine Babo(grandes compositores.. Nelson que o diga).
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Entre as poucas grandes vozes do Brasil, CH&X, com agudos constantes e potentes, interpretam uma das jóias do cancioneiro popular brasileiro.
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PARABÉNS, CORIOLANO, PELO EVENTO DO OUT.MEDICO!
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